14 de Outubro de 2014

"PRÓPRIO"

Queimamos os papeis Deixamos nas paredes musgo Em cinzas rezamos a Deus as nossas dores Carregamos as horas que já deixaram de ser nossas Palavras estreitas e fortes do mundo A noite mordia no escuro ...
09 de Outubro de 2014

"GAVETA DE CARTAS"

As lágrimas são como cartas escritas... De amor, de dor, de saudade Que hoje repousam numa gaveta velha Rasgadas, queimadas, esquecidas.... Manchadas com a água dos olhos ...
07 de Outubro de 2014

"Ó MAR"

Ó mar, de coração atroz, sentimento feroz Prisioneiro encantado, nas vagas das sereias Ó mar, marinheiro perdido, esquecido Dá-me o teu amor, por mais que eu te ofenda ...
02 de Outubro de 2014

DESCREVER-TE, ESCREVER-TE...

Queria descrever-te No cais onde o barco dorme Queria escrever-te No gemido do silêncio dos nossos corpos Queria descrever-te Na noite dentro das tuas pálpebras ...
02 de Outubro de 2014

"CIÚME CRUEL"

Eu não percebo, não quero perceber O ciúme desmedido, que se faz insensato. Liberdade sufocada que não inspira poemas Olhos mal dormidos que não justificam a poesia. As muitas perguntas caladas explodiam. ...
19 de Setembro de 2014

"SOMOS"

Somos existência sem tempo nem referência Somos música feita de lágrimas de um tempo Somos um coração de pedras que voa sem asas Somos poemas soltos amargos de água salgada Somos uma seta de um arco preso no peito ferido ...
16 de Setembro de 2014

" GLORIA "

Gloria ao sol dos mortos Aos sonhos que eles nos dão Silabas adormecidas no tempo Combustão de recantos poéticos Monte de arvoredo visível no inconsciente... ...
14 de Setembro de 2014

"As Folhas das Letras"

As folhas das letras atravessam os carris Elas desconhecem as linhas do destino Chegam à estação na vertigem do silêncio. Viagem atribulada feita na escuridão dos túneis ...
13 de Setembro de 2014

"ALMA DOENTE"

Escrevo um livro fechado Com as páginas intactas A minha alma é um cadáver Que foi pedir sonhos aos mortos. Sem medos sem culpas Quer se faça dia, ou noite de trevas Presságios fúnebres de nocturnas preces Leva adiante de pávidos rostos abaixo do mar A sombra de uma só covardia de sossego desfeita em desassossego Pedras geladas, fragas raras, mármore precioso Oh morte leva contigo o perfume das flores, dos cravos, das rosas Estás aqui comigo, oh morte na sombra deste sol quente Escrevo que a minha alma é um cadáver Para pedir um s ...


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