Vou tentando não sangrar na vida
Onde o lobo chora em todas as estrelas
Que se alinham no total avesso das memórias
Pelas letras que de luto se encontram
Nas ignorâncias ignoradas minhas
Fogo que em mim vive e morre
Num frágil sentimento de cristais
Remendados sonhos de conchas vazias
Ondas do mar em agonia no peito que sopra
Lágrimas soltas em belas pérolas de prantos
Perdem o brilho num total desamor
Sofrem de amor, de desejo
Mas os lírios são colados no céu sem trevas
Tu amor, que no silêncio chegas de mansinho
Bebeste-me com as rosas que tens nos teus olhos
Pois um novo dia nos espera sem sangrar a vida.