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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

Ó ARVORE

- Ó grito que rasgas de dor o ventre

Nas masmorras das trevas subterrâneas

- Ó trovão que ecoas o infinito

No sangue dos inocentes humilhados

- Ó abutre insaciável mercenário

Cheio de ódio, de hipocrisia

- Ó cavaleiro de espada de ferro

Exterminador da mentira

- Ó muro de arame farpado nas árvores

De poderosos ramos do universo

- Ó labirinto escondido de pedras entre ervas

Que esvoaçam folhas já de papel

- Ó galhos que sufocam a luz

Que criam raízes sem brotar esperança