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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

Ó DIÁRIO


As lágrimas são como cartas escritas

De amor, de dor, de saudade

Que hoje repousam numa gaveta velha

Rasgadas, queimadas, esquecidas

Manchadas com a água dos olhos

Palavras escritas, em verso de tanta poesia.

Palavras mal colocadas e mal interpretadas

Palavras escritas que muitas vezes não são lidas

Cartas que outrora permitiam a tristeza

Em vez de alegria, de felicidade, de amor

Sentimentos, pensamentos escritos em versos

Palavras ditas, escritas, sentidas, perdidas

Que enchem o coração de esperança

Cartas feitas de folhas escritas de lágrimas

De suor, de silêncios, de ilusões

Palavras quando escritas ganham vida própria

Escritas as cegas cheias de recordações

Cartas de velhas páginas escritas e rasgadas

Pelas quais escorrem as lágrimas, de uma história

De uma vida... de sentimentos que foram vividos

De uma melodia suave de um velho papel que sou eu!!!