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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

"Ó MAR"

"Ó MAR"

Ó mar, de coração atroz, sentimento feroz
Prisioneiro encantado, nas vagas das sereias

Ó mar, marinheiro perdido, esquecido
Dá-me o teu amor, por mais que eu te ofenda

Ó mar, peço-te uma rosa perfumada
Deste frágil coração como a tua espuma.

Ó mar, abençoada força da rocha
Que a vulgaridade me tenta envenenar.

Ó mar, eu sonhava ser como tu és
Ser o teu sal, o teu iodo, a tua crueldade

Ó mar, ó tempestade, ó enfadada vida
Cicatriz sem esperança que sempre dói.

Ó mar, ó infância esta minha, que me deixa
Enganado de lembranças, que morro de saudade!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca