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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

A BRISA

A brisa da noite
São as lágrimas
Que eu queria
Chorar e não consigo
Sinto o meu corpo vazio
E cheio como o mar
São as horas sombrias
E na escuridão
Amargura dos meus dias
São as palavras afiadas
Que fazem abrir as feridas
Dos sentimentos e no coração
São as águas do rio que correm
Para o mar com direito a naufragar
São lágrimas que não choro
Desta fonte limpa e pura
São horas que imploro
E os dias que já custam a passar.