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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

A LUZ

A LUZ


A luz cega-nos a mente

De tão perdidos que nos encontramos

Perdemos os sonhos sem tentar encontrá-los

Já sabemos que morreremos sozinhos


Mas caminhamos por entre as trevas


Pois até as sombras tem receio de nos acompanhar


Somos almas solitárias à procura da libertação


De tristes palavras contraditórias como o vento


Entre a nossa dor e a nossa própria solidão

O tempo é a ironia da vida que caminha lado a lado


Andamos por entre as sombras com as lágrimas secas


Nos olhos, vemos o que não gostariamos de ver


No entanto cobiçamos caminhos sem luz, sem esperança


Esta é a triste realidade que nos consome cada vez mais


E nos faz novamente andar nas sombras


Pobres mortais que somos, carne podre, protefacta


Sem sonhos, sem verdade, sem amor, egoístas sem piedade.