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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

A MINHA ALMA

A minha alma sangra de dor
Como as rosas do meu jardim
Que perfumam o meu coração
Belas rosas desfolhadas de mim
Estrelas cintilantes que perfumam
Todas as sombras que me rodeiam
No leito onde se deita o feroz lobo
Para sangrar o jasmim da minha alma
De asas partidas num luar de penas
Sem rastros, sem braços para o alcançar
Pela andorinha que tenta fugir à noitinha
Das rosas que tanto sangram sem saber
Do amor que mesmo assim sentes por mim
Onde me deleito contigo neste desejo sentido
Pelas rosas deste nosso jardim perfumado da alma.