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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

AMO-TE NA DOR

Amo-te na dor do prazer
Que não ocultas
No calor dos nossos corpos
Quando numa luta de morte
Nos entregamos ferozmente
Entre o desasssossego da renúncia
Dos nossos próprios desejos
Somos prisioneros sem grades
Destes grandes momentos
Onde te posso possuir-te
Amando-te sem pudor
Num cativeiro tão nosso
Por tempo indeterminado
Amo-te nas palavras em silêncio
Nos olhares que não trocamos.