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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

AROMAS


A língua segue o trilho

Da pimenta até ao beijo

Nos lençóis desalinhados

Como se a canela fosse vento

Deixo a tua boca faminta

Do desejo a noz-moscada 

Soletro as velhas palavras

De amor em alecrim perfumado

Palavras generosas no sonho

Flor de rosmainho cruzado 

Soterrado na prisão da vida

Noites numa só noite comprida

Num quarto só aromatizado de vinho

Desejo desfeito, refeito de aromas.