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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

ASAS DE PENAS

Asas de anjos vestidos de negro

Vida feroz de escolhas insanas

Trovoadas de desejo nas trevas

Grito sem voz desespero no peito

Silencioso eco no precipício rochoso

Desespero da espera sem chegada

Na chuva que chora a hostil trovoada

Perde-se o pecado no paraíso enlameado

Despe o nu do teu nu corpo sem esconder

No porão no fundo escondido está o grito

Perdidas sem luz estão as amarras da dor

Sufoquei todas as lembranças do desespero

Prendi o meu corpo matei perdoei a mágoa

Labirinto de teias, vida esquecida no caminho

Suave espelho envelhecido sem brilho no olhar

Reflexo dos anos rugas vividas do nosso rosto

Asas de penas perdidas de anjos vestidas de negro.