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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

ASAS DE UM CONDOR


Somos fragmentos, pedaços de memórias vagas

Ecos perdidos nas ausências esquecidas, rasgadas

Sem qualquer dor na respiração afagante de prazer

Afogamento nos instintos de escrever com lágrimas

De uma escravidão que rouba-me a calma num desmaio

Na espera continua dos teus beijos, carinhos, abraços

Retorno das letras rasgadas, lembranças dos caminhos

Na cama onde durmo contigo, belo despertar nos lençóis

Caneta que escreve sobre nossa história de puro sentir

Mas não é a caneta que escreve é a alma cheia de lembranças

Tear de afectos, sem freios, sem amarras, finas linhas de amor

Sem distâncias, sem esquecer os teus lábios doces, salgados

Quando beijas, é um gemido que se despe da tua voz sem ilusão

Nós amamos-nos sem pudor, nas asas de um condor entre a serra

Um novo caminho cuspindo o nosso silêncio, a nossa felicidade

Nuvens no céu, vigília de algodão, no nosso doce amanhecer