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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

ASSASSINO OU COBARDE

ASSASSINO OU COBARDE

É sangue dos inocentes da perplexidade já constante
Correm as lágrimas nas encostas, nas margens do rio
São as dores, as tristezas  desta guerra estúpida declarada.
Lágrimas que desaguam dos que choram para o mar salgado
Maldito rosto fanático, cobarde que queima no fogo infernal
Primata espremido, sem honra na escuridão que carrega no instinto
Oh ser inútil no abominável homólogo, ancorado no mundo
Cansado sem bondade, sem humildade talvez pobre criatura de Deus
Alimentam-se de palavras sem nome, sem adjetivos, sem advérbios.
Vive na profundidade da ignorância nas possibilidades ilimitadas
Nas batalhas com demónios ocultos, na própria mente obscura
Comportamento perverso ou inexplicável sem sentimento de culpa
Sem nome, apenas é suspeito assassino ou cobarde no mundo externo
De uma ilusão na mente da expressa discordância, pensamento divino
Contempla uma luz sinistra, no mundo natural e escuro, decadente
Misterioso nas revelações de um assassino ou cobarde de mau caráter
Vendeu o tempo, a vida sem saber a quem, mostra os seus ferimentos
Feitos nos campo de batalha, por onde andou não sente remorsos
Não tem religião, mas sente as lágrimas dos colegas mortos
Terror de todo o inferno que passou, mas acredita no paraíso

Isabel Morais Ribeiro Fonseca