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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

BEIJO-TE À NOITE

BEIJO-TE À NOITE

Se os meus olhos te beijam à noite
O meu corpo estremece no pensamento
Como os ramos num doce suspirar
E a minha boca na tua essência me toma
Beija-me nas palavras, palco dos sentidos
Quando o teu nome engasga no meu peito
Raízes presas à terra fértil do meu útero
Labirintos na pele de ti, por mim, em mim
Derrete todas as palavras ditas em voz alta
Sombra da árvore no vapor dos verbos
Amor de brumas no silêncio das penas
Ai meu amor apaga o fogo que me consome
Pois os olhos são o calor de todas as horas
Que passam nos murmúrios de gelo no corpo
Infinito toque intimo, delirio transcendente
Nos braços de quem se ama, pétala suave
Coração que bate forte no arrepio da pele
Polén dentro de todos os desejos meu amor.