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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

CAFÉ NA ALMA


Queria sedar a minha dor 

E a subnutrição da minha alma

Manhã intensa esta.

Que senti a dilacerar-me o peito

Onde não fui capaz de sentir

Estes meus sentimentos

Perdi-me no tempo da ausência

Do vazio, do fundo negro no horizonte

Nas turvas linhas

Rouca voz, trémulos os gestos

Quando entrei no teu corpo 

Espreitando as invisíveis ruínas

Pelo som da tua voz 

Confortas-me como podes 

Desfazendo-me os nós

Da minha solidão e do vazio 

Com um brilho cintilante

Despertaste-me para a vida

Com um café quente com canela.