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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

CASA DE PAPEL

Casa de papel que adormece sem olhos
Como uma cascata no reflexo da lua
Sussurra palavras doces num hino ao amor
Respira em cada beijo dado em cada sonho

Promessas que o vento leva para longe
Pelos meus cabelos que se soltam
Num caminho descalça as notas musicais
Como uma bela donzela adormecida pela luz

Casa de um amor com o gosto do mel
Para sentir o cheiro do néctar em flor
Abelha que faz esta delicia que envolve a alma
Sabonete que perfuma a pele num poema

Flor de mulher na alegria das lágrimas caídas
Na felicidade sentida no retorno dos versos
Harmonia em papel de cores como de amores
Em cada letra, em cada construção poética.