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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

"CIÚME CRUEL"


"CIÚME CRUEL"

Eu não percebo, não quero perceber

O ciúme desmedido, que se faz insensato.

Liberdade sufocada que não inspira poemas

Olhos mal dormidos que não justificam a poesia.

As muitas perguntas caladas explodiam.

O poeta de passagem que rompeu as ânsias

Que escreve e guarda o instante em palavras

Descobertas das delicadezas que nós tratávamos

Frases escritas que permaneceriam ocultas

Nunca seriam identificadas ou traduzidas

As letras traziam na alma, o ver das palavras

A calma da vontade de ter e sentir

Sabor da entrega e das descobertas apaziguadas