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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

CORPO SEM ALMA

CORPO SEM ALMA

Fado, fado cantado, tocado
Num corpo vazio já sem alma
Onde as palavras não ditas
São punhais que ferem, matam
Deste meu, teu triste desalento
Lamento talvez sem esperança
Sem alento, angustia sem cor
Permaneço no túmulo da minha
Triste amarga solidão na saudade
Onde é decerto gerada a minha alma
Não, a ilusão é um destino cantado
Pelo fado que toca no rádio já velho
Sou um mal aventurado que se amanhã
Eu morresse, seria uma sombra apagada
De tanto chorar calada, vestida de solidão
Nas tristes flores sem vinco no teu sopro ou meu.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca