Loading

ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

CORRÓI-ME

Corroi-me a alma
Como um soneto velho
Das palavras escritas

Que soletram letras
Esquecidas ja gastas
Em movimento num tormento

Que sangram no desgosto
Nas desfolhadas árvores
Neste outono de tantas cores.