Loading

ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

CRAVOS

Escrevo que são quadras
Baladas, sonetos, versos
Escravos espetados rasgados
Sentidos na carne em letras
De silvas rimadas, cantadas
Escravas com cravos afiados
Escrevo para que sejam limadas
E não apagadas da mente perversa
De alguém sem emoção, sentimento
Escrevo saindo do peito, da alma
Crepúsculo solto que voa sem asas
Escrevo que faltam-me os dias, as noites
Inexistentes de mim onde me escondi
Deste meu corpo já tão mutilado.