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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

DANÇA

A dança dos dragões

Nas catacumbas da memória

Soltas das mentes doentes

Que cativam já a morte

Dos pobres inocentes

Gritam de dor, de desespero

Os gritos que ninguém ouve

Ou não querem ouvir

É a guerra do espectro enraivecido

Que a matilha quer o trono

Espectro da noite, sombra de si mesmo

Que velais as almas nas tempestades

Enchendo de agonia os céus

No sono profundo dos inocentes

Na dança dos dragões vestidos de lobos

Entre as catacumbas soterradas em pensamento.