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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

DÓI-ME AS PALAVRAS

Dói-me as palavras mudas
Dói-me olhar no silêncio
Dói-me as cinzas do dia
Dói-me a ausência sentida
Dói-me as dores do corpo
Dói-me o frio da saudade
Dói-me o arrepio na alma
Dói-me o tormento do dia
Doí-me a solidão na pele
Dói-me os olhos abertos
Dói-me a falta de compaixão
Dói-me as mãos calejadas
Dói-me a falta de amor
Dói-me as dores de parto
Dói-me os sonhos esquecidos
Dói-me as cruzes que carrego
Dói-me a ignorância das pessoas.