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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

DO MEU SILÊNCIO


Do meu silêncio resta tão pouco.

Eu queria fazer e trazer-te uns poemas 

Mas trago-te apenas

Apenas estas mãos vazias de quimeras

Não consigo ler, nem tão pouco escrever

Perdi as palavras, perdi o jeito de ler 

Enquanto os meus olhos caminham 

A minha alma dissolvia-se em lágrimas de sangue

Dentro do meu livro está a cinza das horas

Horas, horas cruas de palavras calmas

Firmes que caminham levemente.

Palavras tão minhas com sentimentos

De alguém para ninguém

Tento escrever com insistência

Estas letras tingidas de amor

Apenas os meus gritos

Ecoam silenciosamente dentro mim

Oprimindo os meus sonhos 

E as minhas pobres esperanças

Queria prender o tempo

Mas ele foge e desvanece-se!