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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

ENQUANTO

Enquanto sangram as rosas
O meu corpo se deleita em ti
Irás lamber os meus lábios
Como um louco ensandecido
Como se te tivesse pertencido
Toda a minha própria existência
Virás sufocar-te no meu corpo
Limpar todos os meus prantos
Pois enquanto sangram as rosas
Nessa longa secura de morte
Tu serás a dor que me sangra
A alma nos lençóis de linho
No prazer do fogo renascido.