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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

ENTARDECER

No entardecer dos meus dias
Que passa num simples momento
Na ilusão dos sentidos cativos
Como se fôssemos ervas secas
Em movimento, caidas de uma árvore
Qualquer entre as fragas na serra
No entardecer onde se esconde
O lobo, a raposa ou ainda o javali
Sabor rio que corre de límpidas águas
Água pura que bebo na secura de morte
Das nuvens escuras que escondem perigos
Na serra entre as fragas escorregadias
Deste lamento entre o céu o inferno
No entardecer dos meus dias solitários
Passados no campo de tantos Invernos.

Mia Rimofo