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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

ENTRE AS ÁRVORES GRITA

Entre as árvores grita

Uma alma de tantos tormentos
Que o vento leva os pensamentos
Turvos de lodo no momento

Ilusão de sentimentos em silêncio
Ai vaidade, ai tudo que se sente
Rasga a carne de tantos sinistros momentos

Entre o sangue que cai nas pedras
Agarrado a um espectro, onde jaz sozinho
Roto sujo, pobre alma que grita

Entre as árvores da serra escondido
Nas fragas, solidão imposta por ele
Tenta viver, mas descobre que já morreu.