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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

ENVENENADA-II


Pedras silenciosas de dor
Calo a dor enquanto escrevo
No silêncio que é absoluto
Rezo ao meu Deus com
Os pulmões cheios de ar
Lentamente sem sussurrar  
Há vida nas nuvens, no céu
Sou prisioneira da liberdade
Sem correntes, sem algemas
Acorrentada só ao meu silêncio
Enquanto bebo água envenenada
Dentro deste meu vazio tardio
Lágrimas de amor, de saudade
Elas estão refletidas nas janelas
Na angústia sentida no coração.