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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

ESTE

ESTE


Trás-os-Montes, terra fria
Quente como as castanhas
Das azedas que deixam saudade
Com os mantos feitos de lã
Vê-se um mar de fragas
Num oceano megalítico
Onde ninguém fica
Indiferente certamente
Ama-se, chora-se, ri-se
Vence-se a dor, o luto
De sentimentos singelos
Na saudade da branca neve
Paisagem do lar que se deixa
Para trás dos segredos da natureza
Terra maravilhosa de um mar de pedras
Entre a solidão singela, reza-se o terço
As alminhas sagrada com mil certezas, sepultado
No saborear no pão nosso de cada dia
Este maravilho nevoeiro que ao longe
Se vê entre as giestas, fumeiro
Que mata a fome a quem trabalha a terra
Deste maravilhoso reino que é Trás-os-Montes.