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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

ESTE MEU DESEJO

Este meu desejo já vago
Que vaga num desespero
Numa angústia indescritível
Povoa a minha pobre mente
Por completo e se torna
Num pesado fardo nas costas
Fraco já me encontro
E a poesia está guardada
Nas palavras como um fado cantado
Sem poder entender quase nada
Quase tudo, que emocionado chorei
Chorei como uma criança grande
Para brotar flores na minha alma
No meu coração giestas obscuras
Campos minados de segredos
Em lágrimas de amores num túmulo
De fragmentos do meu desejo vago.