Loading

ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

"FALSA FRAQUEZA"

Diferente dos olhos menos se atreve

A quem mais louvar quer

Cega idolatria

Pelas coisas banais desta mortal vida

Morte voluntária, dura guerra de todos os dias

Pensamentos renovados sombra fresca de água fria

Doce lima onde me cerca a dor

Lembranças que me lastima

Tempos passados no mundo já desenganados

Logrando-me da tua companhia

Oh sepultura minha da morte com bravura

Falso caminho onde habita a fraqueza da alma pura

Defeitos de um coração aflito

Resiste ao sentimento

Sem reagir ao consentimento

Os claros desenganos

Das certezas que sofrem mais de tristezas

Colhidas entre as flores

De espinhos feridas na carne

Do nosso desentendimento

Gemidos transparentes, duros sentidos

Que penetram as entranhas do descontentamento

Desencanto dos passos no caminho

Espinhas engasgadas na carne viva das saudades

Morte consentida da alma porque

O corpo há muito já deixou a vida

Com temor nas águas do oceano, lágrimas perdidas

Onde o amor se banha tantas vezes

De pena e de tamanha dor se consola.