Loading

ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

FICAM A MIRAR

Ficam a mirar longamente 

Como se não tivessem coração
Pobre alma que geme com furor
De sofrimento, relâmpago que grita

Nas fúrias do inferno, numa tal inveja
Quase ao nível do mar, quase loucura
Neste quadro pintado já negro de esferas
Entre uma feroz luta de vida ou morte

Mundo fatal de infernais medonhos
Onde tudo é transparente de dia
De noite é desgraçadamente vil e opaco
Olham com os dentes afiados envenedados


De tanta maldade ódios e vinganças
Nas traições das vidas honradas
Come o coração de todos os mortais
Vive afogado alimentando-se de inveja

Com ira sonha freneticamente na raiva
Que sente por aquilo que não é seu
Quase ansiedade pelas ondas do mar
Males fermentados, feitos pela sociedade