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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

FIRMEZA INSÓNIA


Cansada de procurar nas sombras
A solidão fez-me uma festa
Onde dançou na minha dor
Vestiu-me de negras flores
Mortalha de linho perfumada
Memória dos meus desamores
Nada restou , nem a saudade
Da dor do que outrora fui
Noites de insónia empoeiradas
Na mente entre os abismos
Solidão à chuva na minha dor
Veste-me de flores fúnebres
Mortalha perfumada de jasmim
Memória dos meus amores
Nem uma lágrima resquício
Nas rezas das pobres carpideiras
Num pranto já tão compassado
Não restou nada, nem a saudade
Da dor do que outrora fui
Morrer, só por si, é ridículo
Ou talvez seja uma piada
Afinal morrer é uma dura ou suave
Transgressão que não tem graça
Morrer é um exagero mas quem sabe
Por isso não se apegue as coisas inúteis
Ame e perdoe sempre com firmeza.


 Isabel Morais Ribeiro Fonseca