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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

"FLORES DESPIDAS"

 

"FLORES DESPIDAS"


Quando eu morrer não digas a ninguém
Partilha comigo alguns minutos uma noite inteira


Cobre o meu corpo frio com um lençol branco
Quando eu morrer recita um soneto, um poema


Que escrevi, talvez o tenha escrito para ti, fica junto de mim
Quando eu morrer, deixa-me ver mais uma vez o mar


Promete-me que não choras e nem tocas com a tua boca
Os meus lábios frios, promete-me que lanças a tua solidão


A tua dor, as tuas lágrimas para um poço profundo sem olhar para trás
Que cuidarás das nossas flores quando o vento e a chuva chegarem


Serei o teu anjo da guarda e todo o meu amor brilhara em ti
Quando eu morrer estarei eternamente presente no teu coração


Continuarei a viver no teu pensamento com amor e saudade.
Quando eu morrer por favor não digas a ninguém que eu parti


Que parti como as flores despidas, despidas pelo vento.