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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

GLORIA


Gloria ao sol dos mortos

Aos sonhos que eles nos dão

Silabas adormecidas no tempo

Combustão de recantos poéticos

Monte de arvoredo visível no inconsciente

Cheio de bolor

Sopra o vento assolando a minha alma

Tantas vezes desabrigada

Poemas escritos no ventre colorido

De pétalas num livro aberto

Gloria ao sol dos vivos

Aos sonhos que nos deixam saudade

Rezas de uma poesia feita de sombras amadas

No silencio da vida

Poemas escritos num beijo que te dei bordado de esperança

Segredei ao vento o teu nome

E a chuva em resposta beijo-me o rosto.