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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

HÁ DIAS

Há dias em que dentro da minha alma
É só lágrimas num longo silêncio
São as insónias que proíbem-me de dormir
De sonhar, de rir , de amar, de viver simplesmente
Solto dores, sentimentos, gemidos
Pensamentos fúnebres neste meu silêncio
Há dias que a morte faminta caminha ao meu redor
Que a minha sombra tenta-me no caminho que vou fazendo
Há dias em que nada faz sentido
Que o sal das lágrimas não se consegue esconder
Há dias que a alma foge e vagueia sem rumo num labirinto
Onde o sol agonia ferozmente dentro de mim
Que a minha alma só sente frio e silêncio
Há dias assim que amanheço sozinha num ignóbil túmulo sem fim