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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

HOJE

HOJE


Morri nesta estranha

Demência já imposta

Fiz da temida morte

Uma lápide sem nome

Sendo este insano

Pensamento imediato

Cravei um punhal de

Prata no meu coração

Verto o sangue no chão

Sucumbo por instantes

A minha devil demência

Perdi a consciência

Ao tentar manter-me vivo

Enterro a lâmina sem paixão

No corpo ferido de desilusão

Morri esquecido apenas de mim.