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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

HOJE MORRI

HOJE MORRI

Hoje...
Senti que tinha morrido
Na covardia de um livro
Vazio de sulcos do tempo
Do vento que batia
Nas persianas do quarto
Seixos que moldam a terra
Molhada de sonhos meus
Morri eu sei mas tu
Não conseguirás resistir
Eu também te farei sofrer
Nas rosas que rodam as almas
De espinhos sem folhas
Grito de vultos que ascendem
A morte nos claros em sombras
Hoje morri eu sei ou talvez não
Mas tu ó morte que nasceste comigo
Já sabes que comigo hás-de morrer.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca