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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

HOJE TALVEZ HOJE

Hoje deixa-me apenas descansar a cabeça no teu peito

Vou adormecer, aconchegar-me entre os teus braços

No silêncio da tua voz, entre os lençóis da nossa cama

Onde percorro cada palavra, cada letra, cada verso

Como se do teu corpo se tratasse, para sentir o teu calor

Junto ao meu, perder-me contigo, ao perder-me de mim

Abraça-me meu amor, com ternura, sente-me em cada manhã

Não é pela idade, nem pela distância que o nosso amor arrefece

É por não experimentamos o grito contra o nosso próprio silêncio

Tantas vezes quietos, sem pensarmos, não sentimos o coração

Hoje talvez hoje, na certeza meu amor adormeça nos teus braços

No silêncio da tua voz, entre os lençóis da nossa quente cama.