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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

INSÓNIA DE VIDA

Malditas insónias que me atormentam as noites

Abro os olhos, mas só vejo a minha sombra

Tento escutar o silencio mas só me oiço a mim

Tento mover-me mas não consigo, sinto-me presa

Queria dormir para sonhar com a alegria

Mas as insónias só me dão tristezas, dores

Luto para sobreviver nesta puta de vida

Que não me dá nada a não ser sofrimentos

Sinto-me imóvel, pelas dores que me castigam o corpo

Não consigo dormir, passeio pelo corredor de casa

Olho a janela, a chuva castiga o vidro da janela

Como se me quisesse castigar, a mim

Apesar de todo o sofrimento que tenho tido desde

Que vim a este mundo, estou de pé, sou uma lutadora

Uma sobrevivente sem medo de encarar a merda que a vida me dá.