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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

"JARDIM DOCE"



Os versos que te fiz meu doce amor

São os silêncios do nosso amor

Que enquanto as flores não crescem

Dormem os poetas nos sonhos merecidos

Por vezes escrevem, sem escrever

Palavras retidas a jogar com as letras escondidas

São frases surdas talvez mudas

Cegas de tanto amor, feitas de alegria

É tão cedo para me despedir das solarengas manhãs

De tentar esquecer a eterna magia das tardes

Só de lembrar-me do tempo e das noites tão vividas 

Tudo o que sinto do que não foi esquecido

Está junto à porta, um vaso de orquídeas

Onde tocam uma melodia de violino divinamente.

No jardim as folhas das árvores, dançam como bailarinas

Dou-te os meus pés descalços, das minhas doces manhãs

De flores perfumadas, sabores da nossa cozinha 

Risos doce das crianças, pedaços da nossa felicidade.