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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

LÁGRIMAS

As lágrimas que choro

Estão agarradas às fragas

Misturam-se com as giestas

Pelo musgo dos carvalhos

Nas horas que passam de encanto

Pelos ramos autênticos

Das oliveiras carregadas de azeitonas

Grutas de ânsias onde se esconde o lobo

No teu rosto as folhas secas

Flores fantásticas dentro de nós

No caminho essa tristeza do quotidiano

Com o sabor em lágrimas por ti.