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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

LINHAS DOS CARRIS


As folhas das letras atravessam os carris

Elas desconhecem as linhas do destino

Chegam à estação na vertigem do silêncio.

Viagem atribulada feita na escuridão dos túneis


O poeta escreve nos caminhos mais nocturnos

A morte desvenda o mistério de um rosto triste

Os labirintos da alma são a solidão do corpo

Palavras secas no palato da nossa memória



No silêncio descrevo com esta sonolência

Poética onde invento ninhos feitos de ilusões

Palavras por escrever, por dizer tantas vezes

Sussurradas nas páginas brancas do poema



Dor sentida de lamento nas esquecidas letras

Onde atravessam os carris da nossa curta vida

Viagem atribulada esta a nossa, do destino incerto

A morte desvenda o mistério da vida mal vivida!