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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

LUXÚRIA

LUXÚRIA

 Um alvoroço estranho

Que me domina o corpo

Rasgam-se os céus de seda

Escondidas de intensa neblina

Nas trevas do meu desejo

Eis que surges deslumbrante

Como uma aurora celestial

Gasta de luz na tua boca

Nos teus olhos da minha luxúria

Inferno que o meu corpo implora

A tua carne divina de gozos infinitos

De desejos famintos de beijos

Onde minha alma é uma colmeia

Que implora todos os meus sonhos.