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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

MALDITOS

MALDITOS

Nascemos com a esperança
De sermos todos iguais neste
Mundo miserável de ilusões
Mas vida só tem privações
Para aqueles que lutam até
Morrer, que querem ter direito
Às coisas mais simples como
Uma casa, pão para dar aos filhos
Para comerem, uma boa educação
Mas o sol só nasce para aqueles
Que matam pelo poder, dinheiro
Sujo dos corruptos que vendem
Tudo neste mundo até a sua própria
Doente alma a quem der mais
Como se fosse um selvagem leilão
Mundo de barões corruptos
Gatunos miseráveis malditos
Que enganam toda a gente
Neste mundo como uma miragem
Sem esperança, sem amor, sem paz
Vida feita neste deserto de ilusões.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca