Loading

ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

MALDITOS DUPLICADOS

Malditos duplicados avatares
Gozosos devotos malditos
Num espelhamento incomodo
Imagem duplicada de varias cabeças
Mas um só rabo maldito seja
Que se enrraba a si próprio
Maldito destino, maldito castigo
Maldito corpo sem sentido
Duplicada personagem de vários avatares
Maldita agonia maldito sufoco
Num poema maldito ou serão vários
Num avatar sem corpo ou de vários corpos
Dum maldito maldito poema espremido
Visionarismo satânico talvez poético
Que deixa já cicatrizes no corpo
Num destinatário duplicado o seu claro
Vislumbre entre a vaidade de ele próprio
Maldito qualquer sofrimento poético
Na presunção nas palavras já escritas
Sem romantismo num ser solitário
De vozes emudecidas por um avatar sem corpo
Sem alma, sem viso, sem vislumbro
Sem uma réstia de humildade
Pelo que terá um castigo duplicado
Maldito no inferno multiplicado será o seu