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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

MÃE

Embala-me dentro do teu útero
Para que não sinta frio
Colhe-me nos teus braços
Abraçando-me com carinho
Tapa-me apenas com um trapo já velho
Reza um belo remendado rosário 
De pétalas colhidas das mais belas rosas
Pois mãe um dia serei como tu
Quando as andorinhas chegarem
À minha janela num belo dia de Primavera
No corredor da vida e então minha mãe 
Me sentirei criança a olhar para ti de novo.