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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

MENTIRA

MENTIRA


Tu já me arrumaste
Na porta do inferno
Entre o armário do
Quarto escuro e frio
Dos restos que guardei
Na gaveta esquecida
Nos corpos perdidos
Das palavras fatais
Letais no jogo da vida
Numa história de mentiras
Noite de falsidade das
Memórias por varrer
Das pequenas gotas de
Felicidade que já foi
No tempo subjectivo
Do relógio ao vento
Sangue nocturno que cai
Com força no telhado
A mentira é uma máscara
De uma beleza só nossa.

Isabel mMorais Ribeiro Fonseca.