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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

MORAS NO GRITO

MORAS NO GRITO

Escrevo-te porque só
Assim sei gritar e exprimir
O meu desejo por ti

     Reescrevo estas linhas
     Que se fossem tortas
     Nunca se teriam encontrado

Redescubro esta verdade     
Que parece-me ser minha
E não tua, morro de ti

     Do insuportável que sou
     Como se pode cortar uma
     Raiz se já deu uma bela flor

Morro com a urgência de ti
Como inventar um adeus
Se já o sinto é só amor

    De ti, por ti, amor, urgência
      Que sinto de ti, em mim
      Nos vazios do espaço

Que é só teu, na urgência
Da minha pele que sente de ti
Não te encantes com outro amor

      Se é aqui que moras já em mim.