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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

MORDO OS LENÇÓIS

Mordo os lençóis do meu desassossego
Nesta dor que me atormenta
De lamento entre as lágrimas salgadas
E os gritos em pranto nas cartas
Escritas de sangue à mão
Ardósia do esquecimento solto de mim
Deixo que o tempo leve para longe
O silêncio ancorado no porto da dor
É a angústia cravada pela âncora
Ausência nos lençóis das ondas
Para onde a solidão me leva
Perco as horas sem saber porque
Suspiros de tantas noites em claro.

Mia Rimofo