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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

O ALECRIM


O alecrim perfumado
Que me invade a alma
No limite do veneno
Entre o orgasmo, entre a morte
Na terra fértil da esperança
Das fragas no alto do monte
Sombra de uma pobre alma
A quem pouco importa a morte
Que nem terra, nem erva
Nem o mais precioso orgasmo
De perfumados corpos
Do meu, do teu, do nosso
Alecrim de aroma forte
No monte onde a lua descansa
Estreito da morte certa
Cordilheira de fragas espalhadas
De suores de tanto espanto
Já desnudados no paraíso da mente.